segunda-feira, 7 de março de 2016

As faces do amor

Passion - Claudio Souza Pinto

Se perguntarem se o amor é bom ou ruim tudo vai parecer bastante simples e até bobo, você dirá: “– ora bolas, o amor é bom. Todo amor é bom. Eu inclusive amo e estou muito feliz”. Mas será que todo mundo compartilha dessa opinião?
Antes de tentar responder se o amor (aquele de pele, de alma – não falo paixão porque esta é fumaça fraca que o vento leva) é bom ou ruim, caminharei por palavras menos rasas, por caminhos mais sombrios.
Imagine uma estrada escura, deserta, silenciosa. Imagine que você tem outra opção e, mesmo assim, escolhe essa estrada para seguir sua caminhada. Você não sabe o que vai encontrar ou se vai encontrar algo. O que vai determinar se será uma viagem boa ou ruim será a forma como se caminhará pela estrada. Você pode decidir caminhar com esmero, com um medo velado a cada passo, ou fechar os olhos em meio ao escuro e confiar no desconhecido, sem medo de tropeçar em uma pedra que seja.
Nunca sabemos quando uma estrada é boa ou ruim ou onde ela nos levará. Nunca sabemos quem talvez colocou aquela pedra que nos fez cair ou como encontramos aquela pessoa que nos ajudou a levantar. Não existe vida planejada (caminhada), isso é balela. Existe, sim, expectativa, quimera. Da mesma forma, não existe amor dos sonhos, perfeito, existe amor real, com pedras e flores. Não existe segurança em meio ao escuro. Existe confiança, caminhada, medo, frustrações e realizações. Saber todas as possibilidades torna o caminhar sempre menos escuro, mais seguro, mais leve.

Uma coisa é certa, nunca se chega a lugar nenhum parado.

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